sábado, 5 de fevereiro de 2011

A Lua e o Alienista...

Vou contar duas histórias, mas no final as duas se conectam.

A Lua...

Era uma vez uma garota que se interessava pelo comportamento humano... e principalmente pelo seu próprio.
Resolveu estudar Psicologia para entender mais a fundo... a si mesma.
Depois de 5 anos descobriu que quanto mais se estuda a mente e o comportamento humano, mais mistérios são desenterrados, mais perguntas sem respostas aparecem... e mais confusos parecem seus próprios sentimentos.
Hoje, parece que todos pensam de forma estranha... parece que todos enxergam o mundo diferente dela... mas na verdade é ela que enxerga coisas que ninguém mais vê e enxerga tudo de forma diferente dos demais... ou então é ela que em sua mente insana cria delírios que obviamente ninguém mais irá enxergar, entender.

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O Alienista...

Era uma vez um médico que decide estudar a loucura... quanto mais ele estuda a loucura, mais percebe que todos a sua volta são loucos... seus parentes, sua esposa, todas as pessoas da sua cidade.
E um a um, ele coloca em seu hospício chamado de A Casa Verde...
Cada um da cidade tinha uma loucura diferente... tudo ele via como loucura...
Quando ele percebeu que praticamente todos da cidade estavam internados... ele se deu conta do pensamento clássico: a loucura é normal.
Ele percebeu que o louco era ele, por não ser louco... que o resto do mundo era normal... pois a loucura era o que havia de mais comum.
Então ele libertou todos e se internou para sempre.

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Então... longe de mim pensar que eu sou "normal" e o resto do mundo é "louco"...
Na verdade essa obra de Machado de Assis pode ser vista como a forma natural de todos nós pensarmos...
Não temos como estar literalmente na pele de outra pessoa... não podemos viver os pensamentos e sentimentos de ninguém... podemos apenas supô-los na nossa pele... o que já põe por terra qualquer tentativa pura de empatia...
E por mais que tentamos ser empáticos, sempre sentimos o que vem daqui de dentro (apontanto agora pra minha cabeça) como a verdade, razão, o certo.

Já tentaram convencer alguém delirando que as vozes gritando em sua mente não são reais?
Já tentaram convencer alguém que acha estar sendo traído que ele(a) é inseguro(a) e nada está acontecendo?

Como Psicóloga, o que meu cliente diz, eu encaro como verdade... pois é a verdade dele.
Como pessoa ouvinte, nem sempre consigo fazer isso.
Como pessoa "falante", sempre tento mostrar que existe um motivo para eu pensar, sentir alguma coisa... mas também nem sempre tenho sucesso nisso.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A hora da pardida...


A Hora da Partida

A hora da partida soa quando
Escurecem o jardim e o vento passa,
Estala o chão e as portas batem, quando
A noite cada nó em si deslaça.
A hora da partida soa quando
As árvores parecem inspiradas
Como se tudo nelas germinasse.

Soa quando no fundo dos espelhos
Me é estranha e longínqua a minha face
E de mim se desprende a minha vida.


Sophia de Mello Breyner Andresen
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sábado, 29 de janeiro de 2011

Come alive...


"So I tried to find my way
Spinning I was in a daze
Burning like a flame behind my eyes
Drown it out drink it in
Crown the king of suffering
Prisoner slave to the disguise"

Come Alive, by Foo Fighters 
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Dias em que tudo parece te sacanear...

Essa semana tive um dia daqueles sabe... imagina aquele dia onde tudo dá errado... aquele dia que parece coisa de cinema mesmo...

Vamos começar...

Chego no trabalho às 7h... um calor do cão no Rio de Janeiro... o ar condicionado geral de lá já não dá mais conta do calor... quando lá pelas 7:30 falta luz... a chefe desesperada vai ver o que é... não é a primeira vez que isso acontece... e é interno... problema na rede elétrica do lugar. Conseguem religar a luz... 2 minutos depois cai novamente... religam de novo... cai novamente... quando descobrem que o problema é o ar condicionado... ou seja...ou luz, ou ar condicionado... luz lógico.
Passamos o dia inteiro assim... até às 18h sem ar, passando mal de calor, derretendo...

Vou embora... 1:30 depois chego em casa... cansada... exausta... com dor de cabeça, calor e fome... faço rapidamente um macarrão... enquanto converso com minha namorada no celular...sento no sofá, como meu macarrão e converso com minha namorada... ela manda eu tomar banho... eu falo que vou daqui a pouco... só precisava descansar um pouco, 10 minutinhos sentada no sofá relaxando embaixo do ventilador... quando de repente... PUF! A energia acabou... EU TENHO PÂNICO DE ESCURO!!! Pavor!! Só existem 3 coisas que eu realmente tenho muito medo: escuro, altura e abelhas! Falo pra minha namorada desesperadamente: Pelo amor de deus, não desliga!!! E ela me gastando do outro lado por causa do meu medo de escuro. Quando de repente... escuto aquele barulhinho típico do celular avisando que a bateria estava acabando... EU JURO QUE EU QUERIA CHORAR!!!!
Criei forças... fui com ela até a cozinha pegar todas as velas... espalhei velas pela casa toda... parecia que eu estava fazendo um despacho... sentei no sofá novamente, sem ventilador, no calor de 35 graus em plena 22:00 da noite!! Nos despedimos e fui tentar ler à luz de velas... depois de ligar pra companhia de energia e avisar que estava sem luz. Eles me avisam que vão mandar alguém o mais rápido possível na rua para ver o que houve, mas não previsão (ou seja, o "mais rápido possível" é algo muito relativo... para mim, que morre de medo de escuro, 10 minutos é uma eternidade... mas tenho certeza que eles não entendem isso).
Fiquei lendo... até o sono bater... comecei a cochilar... tomei meu banho gelado.. e deitei para dormir, logicamente sem ventilador e evaporando toda água do meu corpo.

Esse foi meu dia de cão.
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Como terminar um namoro...

Hahahaha, eu ri muito com esse vídeo...
Mas é lógico que quando amamos, queremos sim, esperamos sim que dure para sempre.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Reflexões...


Muitas vezes conquistamos coisas sem saber como.
E sempre queremos entender como aconteceu, qual foi o diferencial, o motivo daquilo ter vindo parar nas suas mãos.
As respostas muitas vezes são vagas ou incompreensíveis... e por causa disso o medo sempre permanece.
Uma vez que você não sabe o que fez pra merecer aquilo, como continuar fazendo pra continuar sendo merecedora?

E sabe aquela coisa que você olha, olha, olha... e pensa "meu deus, como eu consegui isso? nem nos meus melhores sonhos eu imaginei isso".

Isso dá uma insegurança terrível! Misturada com felicidade e orgulho.

Mas sempre bate o medo de perder aquilo... de não ter mais. E aí?

Imagino que muitas pessoas que sofreram por amor sofram desse mal também. Talvez por isso que muitas delas optam por não amar de novo... não se entregar de novo.

Apenas algumas reflexões... um post meio sem nexo (me conta uma novidade rs).

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Simbiose...

Às vezes é preciso parar... refletir... pensar... planejar... para então agir...
Esperar é muito difícil... mas esperar para algo certo é importante...
É importante pensar sozinho... ver seus objetivos como seus e pensá-los em você e pra você.
Quando se é dependente, tudo se mistura... você perde noção do seu limite... tudo é uma simbiose... e como toda simbiose, um sempre fica fraco e cada vez mais dependente do outro... e se por acaso esse outro vai embora... o um "morre".

É preciso pensar... planejar... seus próprios objetivos... e incluir nesses objetivos quem você quer... mas nunca pensar seu objetivo no outro... nunca pensar que seu objetivo é o outro.

É muito díficil enxergar isso... enxergar essa divisão... tudo se mistura... tudo se confunde... principalmente quando se é tão dependente do outro...

Mas é necessário... senão você "morre".